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Luísa Lessa
Luísa Galvão Lessa Karlberg é pós-doutora em Lexicologia e Lexicografia pela Université de Montréal, Canadá; doutora em Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); membro da Academia Brasileira de Filologia; presidente da Academia Acreana de Letras; membro perene da IWA. Email: [email protected]

Renovar-se é revitalizar a vida

E assim como no dicionário, acredita-se que renovar é trazer para si novas expectativas, novas visões, preencher com o novo as lacunas que estão abertas nas nossas vidas ou que estão deixando a desejar.  Sabe-se que a atitude de renovar algo que não está dando muito certo em nossas vidas é algo que somente a própria pessoa pode fazer, com coragem, determinação, sinceridade, persistência.

Quando alguém decide renovar sua vida, seja lá por qual motivo for, aparece uma força interior que impulsiona e mostra o caminho a seguir. Essa é a essência da renovação agindo sobre a pessoa que deseja mudar, melhorar em tudo. É necessário ter vontade, ativar as energias, trazer os sonhos para a realidade, renovar ideias, planos, projetos, desejos, moldar o pensamento para as novas metas.

Renovar-se é uma espécie de magia, surge na mente e a pessoa tem que abraçar-se a ela, contagiar-se pelo espírito de mudanças, das ideias novas dos caminhos a seguir. Esse rico manancial do mundo das ideias é infinito nas suas possibilidades. É suficiente a pessoa estar em sintonia para essa força essencial que todos têm na vida. Para uns adormecida, para outros que brota de modo inesperado, por uma razão qualquer. Importante é sentir e agir!

Assim, quando nos questionamos sobre nossas vivências, é possível perceber se estamos vivendo nossas experiências de maneira favorável, se estamos evoluindo nas direções esperadas, desenvolvendo nossas capacidades e gerando situações positivas para a efetivação das almejadas conquistas, ou se ainda estamos parados girando em falso, percebendo que não se está indo a lugar nenhum. E, se for assim, é hora de reconhecer e permitir que o fluxo da essência da renovação se manifeste dentro de nós. E se a pessoa ainda não foi tocado pela essência da renovação e das possibilidades  de mudar é hora de parar, pensar, refletir sobre a vida, aquilo que tem maior valor afetivo, espiritual, emocional. É hora de se perguntar: está no caminho certo? É isso mesmo que deseja? Ninguém vai a lugar algum se não sabe aonde quer chegar, essa é uma lei universal. É preciso ter metas, dar atenção e valor às habilidades, construir, realizar, sonhar. Assim, ao usar a essência da renovação a cada momento, a pessoa despertará sempre para novas ideias que vão mover potenciais em direção aos sonhos e metas.

É fundamental movimentar a essência da vida segundo as habilidades pessoais, sempre com justiça, lealdade, pureza, visão de futuro, promovendo, desta forma, a materialização das conquistas que deverão estar de acordo com as leis universais, onde cada um pode promover a prosperidade na essência da renovação. O segredo para criar e manter uma verdadeira mudança no comportamento está em conseguir se motivar e permanecer motivado. Viver bem consigo mesmo é o princípio, meio e fim da Paz.

DICAS DE GRAMÁTICA

À TOA OU À-TOA?
É preciso entender o que antes vigorava e o que agora impera, tendo em vista as mudanças oriundas do Novo Acordo Ortográfico. Veja, pois, a explicação: À toa, denotando o sentido referente “ao acaso”, “a esmo”, “sem fazer nada”, antes já era e depois da nova reforma continua sendo grafada sem o uso do hífen, haja vista que representa uma locução adverbial de modo. Vejamos o exemplo:

Passava à toa todas as manhãs olhando para o teto.

Atestamos que indica um fator circunstancial ora relativo ao verbo passar (passava).

À-toa, antes grafado com hífen e agora descrito sem ele (à toa), refere-se a um adjetivo, cujo sentido se demarca por “inútil”, “desocupado”, “insignificante”. Observa-se o exemplo a seguir:

Não passava de um à toa, pois não demonstrava nenhum interesse em crescer, tanto pessoal como profissionalmente falando.

Luísa Galvão Lessa – É Pós-Doutora em Lexicologia e Lexicografia pela Université de Montréal, Canadá; Doutora em Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ; Membro da Academia Brasileira de Filologia; Membro da Academia Acreana de Letras; Membro Fundador da Academia dos Poetas Acreano; Pesquisadora Sênior da CAPES.