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Moradores acompanham apreensivos o aumento do nível do Rio Acre

Moradores de áreas alagadiças acompanham o nível do Rio Acre da janela de casa. No bairro Ayrton Senna, um dos locais que primeiro alaga durante as cheias do rio, a situação ainda é tranquila. O rio começou a semana medindo 12,15 metros e nesta terça-feira, 21, até o fechamento desta edição, o nível era de 12,16 metros.

De acordo com a moradora Francisca Silva, apesar da preocupação das autoridades, a situação local é normal. “Apesar de já ver a água da minha casa, ainda não vejo motivos para me preocupar com alagação”, confirma.

Por outro lado, a moradora Maria Gomes confirma a apreensão da possibilidade de precisar sair de casa. “Não é uma situação confortável, se tivesse outro lugar para morar, longe da possibilidade de ter minha casa atingida por uma enchente, com certeza sairia daqui”, confirma.

O Riozinho do Rola, um dos principais afluentes do Rio Acre também apresenta elevação em seu nível, o que coloca em alerta as autoridades do Estado e da Capital. Somente no sábado e domingo o Rio Acre subiu 2,31m. Com a rápida elevação, o manancial está a 1,34 metros da cota de alerta, que na Capital é de 13,50m.

Como o rio ultrapassou os 12 metros, a prefeitura de Rio Branco começou a executar as ações do Plano de Contingência com a construção dos primeiros cem abrigos no Parque de Exposições Marechal Castelo Branco, para onde serão levadas as famílias em caso de enchente do rio.

A Secretaria Municipal de Obras vai erguer os abrigos e a Semsur vai fazer a limpeza do local. O trabalho também contará com a secretaria Municipal de Saúde, que vai montar a estrutura de atendimento para o público que vai ficar no Parque.

No ano passado, 384 famílias ficaram abrigadas no Parque de Exposições por causa da alagação do Rio Acre, que atingiu mais de 15 mil pessoas.