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Rio Acre começa vazante e as águas já baixaram mais de 30 cm em menos de 24h

Alaçação-AC12Rio Acre começou a apresentar sinais de vazante em Rio Branco neste sábado, 22. Em 24 horas, de acordo com a Defesa Civil Municipal o rio baixou mais de 30 centímetros, saindo de 15,24m, na medição feita às 9h desta sexta-feira (21), para 14,86m às 12h deste sábado.

Oito bairros da Capital foram atingidos pela cheia: Taquari, Triângulo Novo, Baixada da Habitasa, Seis de Agosto, Baixada da Cadeia Velha, Adalberto Aragão e Airton Sena.

“O rio está baixando há quatro dias. Ele está vazando de Assis Brasil até Capixaba. A tendência é vazar cada vez mais, informa o coordenador da Defesa Civil Municipal,  tenente-coronel, George Santos. O coronel explica ainda que é necessário ver se a chuva que caiu vai refletir em algum curso d’água, caso contrário, a tendência é que ele continue a baixar.

Atualmente, segundo a Defesa Civil Municipal, estão desabrigadas no Parque de Exposições Marechal Castelo Branco, 331 famílias, totalizando 1.308 pessoas, sendo 461 crianças, 164 adolescentes, 19 idosos e 664 adultos.

Enquanto a situação em Rio Branco parece controlada, as imagens de satélites da Nasa mostra grandeza da enchente sobre a Bolívia que avança para Rondônia e a situação que os municípios já enfrentam no estado de Rondônia pode tornar-se sem controle nos próximos dias, uma vez que os rios na Bolívia não param de subir.

Os rios Madeira, Mamoré, Araras e Guaporé, que já estão transbordando em solo rondoniense, vão subir ainda mais. A imagem feita pelo satélite AQUA da Agência Espacial Americana (Nasa) quinta-feira (20) mostrou a dimensão da enchente dos rios Beni e Madre de Dios, na altura de Riberalta, no departamento boliviano de Beni.

Os rios estão totalmente fora de seus leitos e com áreas alagadas que variam de 50 e 400 quilômetros de distância das margens. Comunidades, aldeias e cidades estão completamente isoladas, principalmente em Beni. A chuva volumosa de até 150 milímetros que caiu nas cabeceiras do Rio Beni deve aumentar ainda mais a enchente e como consequência, os rios Mamoré e Madeira, principalmente, tendem a subir até hoje (23). (Foto: Odair Leal/ A GAZETA)