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É a economia!

O esforço do governo em tentar manter o abastecimento do Acre com produtos básicos é louvável. Não é fácil garantir que a FAB disponibilize aviões; ou fazer com que a turma do Dnit monte acampamento em lugares isolados da BR-364 para garantir fluxo mínimo de caminhões.

Ocorre que a cheia histórica do Rio Madeira impõe isolamento ao Acre. Ora, qualquer pessoa com o mínimo de discernimento saberia que essa situação, mais dia menos dia, acabaria resvalando nos preços de alguns produtos.

O Governo fez a parte dele: reuniu empresários, conversou, pressionou pela não especulação, foi buscar apoio em Brasília. Ocorre que no sistema capitalista, a economia, por mais rudimentar que seja, obedece a lógicas que fogem às vontades da política.

Se uma saca de cimento era vendida antes da cheia a R$ 31 ou R$ 32 e agora está beirando os R$ 50, isto está dentro de uma lógica circunstancial. Se o consumidor considera esse aumento abusivo, pode utilizar de um recurso simples e eficaz: não comprar. E a expectativa não é nada boa no pós-vazante, segundo alguns empresários.