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Walter Prado e Wherles Rocha discutem sobre invasão à delegacia por policiais militares

O debate hoje na Aleac se resumiu no episódio ocorrido no último sábado, 1º, em que policiais militares teriam invadido uma delegacia de Polícia Civil para resgatar o sargento Wendell acusado de não cumprir determinação do delegado de Polícia Civil, Leonardo Santa Barbara que determinou que o PM fizesse um teste do bafômetro em um motorista suspeito de dirigir embriagado.

O deputado Wherles Rocha (PSDB) fez críticas à atitude do delegado que classificou como uma atitude errada. Segundo ele, o delegado cometeu crime de abuso de autoridade e disse que há um grupo de delegados que tem procurado dificultar o trabalho da Polícia Militar.

O discurso do parlamentar tucano foi rebatido pelo deputado Walter Prado. Prado, que faz parte dos quadros da Polícia Civil do Acre, acusou a ação da Polícia Militar de antijurídica que fere o Estado Democrático de Direito. Ele destacou que uma tragédia poderia ter ocorrido, pois todos estavam armados. Segundo o deputado, só encontra justificativa para o fato na psicologia em que mentes desequilibradas tem como consequências grandes tragédias.

“Aquele ato não é um ato de equilíbrio. Se quisesse fazer uma ação de equilíbrio bastava acionar o promotor público que estava de plantão e determinar a imediata soltura do sargento. Quando a mente está desequilibrada pode acontecer uma grande tragédia”, disse o deputado acreano.

Já o líder do Governo, na Aleac, deputado Astério Moreira (PEN), pediu cautela ao fazerem afirmações sobre o episódio envolvendo delegados de Polícia Civil e policiais militares. Segundo ele, a Assembleia Legislativa não é o fórum adequado para apontar culpados ou inocentes.

O parlamentar disse, ainda, que não há uma crise institucional como vem se propalando, mas sim um fato isolado que deve ser apurado pelas autoridades competentes. Entretanto, o deputado ecológico reconheceu que poderia ter acontecido uma tragédia maior, pois ambas as partes são detentoras do porte de armas.