No Acre é diferente

Se nesta eleição houver um ganhador, certamente, foi o eleitor acreano, que a todo tempo apostou no seu candidato e levantou a bandeira do seu partido. Salvo algumas ranhuras entre militantes da própria coligação, nervosismo natural à altura do campeonato, o debate de ontem à noite transcorreu na maior naturalidade possível.

Desde as primeiras concentrações, em frente ao prédio da TV GAZETA, o clima era de cordialidade, como se a população entendesse que a vida recomeça normalmente, em pé de igualdade, na segunda-feira, 27, no pós-pleito, quando todos voltam à rotina e alguns vão amargar a derrota e outros oferecerão o ombro amigo para os lamentos de seus adversários.

Uma lição de civilidade, em que prevaleceram os gritos de ordens (somente) e as bandeiras vermelhas e azuis, não é pra toda hora. Quiçá o futebol, sobretudo o paulista, pudesse compreender quão importante é o respeito mútuo pela opção política do próximo, como vem acontecendo no Acre contemporâneo. E viva a democracia.

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