Um tiro no pé

Começaram (ou recomeçaram) nesta semana as conversas que nenhum rio-branquense gosta. Sobe o preço do combustível. Cria-se também uma prerrogativa para subir o valor da passagem de ônibus. A forma que estão buscando para evitar que isso aconteça é isentar as empresas de transporte público de pagar o Imposto Sobre Serviços (ISS).

Estão certos. Os vereadores vão votar na próxima semana (após o Carnaval, porque tudo, de fato, só vale depois da folia) o projeto de lei para decidir se permitem ou não dar esta isenção. A matemática ficou bem simples: ou aprova, ou vai ser quase impossível manter os R$ 2,90.

Números são números. Isso não se questiona. Mas a realidade, os efeitos por trás deles sim.

A população não ficou nada feliz com a subida da passagem para R$ 2,75 (no cartão) e R$ 2,90 (dinheiro). Ficou descontente, mas, de certa forma, foi tolerante e paciente. Quem dirá este novo provável valor que se discute de R$ 2,35, caso a Câmara não aprova a isenção do ISS.

Politicamente, se tal aumento acontecer, vai ser um desastre não só para o Parlamento mirim, quanto para a prefeitura. As pessoas vão ficar chateadas e rancorosas. O que puder reverter esta situação e congelar os preços atuais deve ser feito. É só um conselho.

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