Servidores da Ufac paralisam atividades por 3 dias em protesto

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 Para mostrar insatisfação com o Governo Federal, os trabalhadores da Ufac aderiram ao movimento nacional da categoria e paralisaram suas atividades por três dias (24, 25 e 26).  Em protesto, eles se reuniram ontem de manhã na frente da Universidade e passaram parte da manhã reivindicando contra as dificuldades que a classe enfrenta diariamente, interditando a mão de saída da faculdade com um carro de som. Ao todo, são 520 servidores em toda a rede da Ufac (o que envolve o interior), dos quais 70% seguiram paralisação e 30% mantiveram o funcionamento mínimo exigido por lei. No Estado, eles são representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em 3º Grau (Sintest).

 A paralisação é resultado da falta de compromisso do Governo Federal em atender o acordo feito com a categoria há 2 anos. De acordo com o sindicalista Dário Lopes, em 2007 os trabalhadores fizeram uma greve com mais de 100 dias para cobrar dois auxílios (de alimentação e de saúde) e a realização de mais concursos públicos para técnicos administrativos e professores de universidade. Para acabar com o movimento, o Governo Federal deu o braço a torcer, prometendo inserir tais benefícios nos anos seguintes e promover mais concursos na área.

 “Mas isso não aconteceu até hoje. Portanto, a classe está reunida novamente para pedir que o Governo Federal cumpra com suas obrigações, já que ele só vem cedendo o reajuste salarial de tabela, que em maio de 2008 foi de 11%, em julho deste ano também foi 11% e em julho de 2010 será de 28%. Isso é bom, mas necessitamos de mais atenção com o cumprimento destes auxílios e dos concursos. A categoria está se reunindo com o Governo Federal e estamos esperando uma resposta imediata, pois estamos às vésperas de ano eleitoral e não permitiremos que isso seja motivo de desculpa para eles”, contou.

 O sindicalista também disse que todo o movimento, incluindo a parte acreana, depende exclusivamente das negociações com o Governo Federal. “Não descansaremos enquanto não demonstrarem mais respeito com a classe. Eles precisam cumprir com o que nos prometeram.

Contudo, se as negociações avançarem positivamente para nós, então retornaremos ao nosso serviço normalmente”, declarou Dário Lopes.
 Por conta da paralisação nacional dos servidores, várias universidades federais de todo o país têm parte de seus serviços parados. Na Ufac, o restaurante, a biblioteca e parte das coordenações estão fechadas. Além disso, alguns departamentos também não estão funcionando, como o almoxarifado e centros administrativos.

 

 

 

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