Com juros e IPI ainda baixos, comprar carro zero torna-se atrativo

A junção de taxas de juros do financiamento baixas com a alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) em patamares nem tão elevadas são os ingredientes fundamentais para o setor automobilístico brasileiro ter um de seus melhores anos.  No Acre a situação não é diferente. Além destes dois benefícios já citados, a isenção do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), que vigorou até o mês passada, ajudou as concessionárias acreanas a manter seu bom ritmo de vendas.

Mesmo com o fim do incentivo estadual e o aumento gradual do IPI, essa tem sido a melhor época para a compra do carro zero quilômetro. É a análise que faz o empresário Leandro Domingos, da Fiat Comauto, e representante da associação das revendedoras de veículos no Estado. Segundo ele, a volta do tributo federal embutido no preço dos automóveis não causará muito impacto para o consumidor final.

A estratégia de venda de cada concessionária será o diferencial. Depois de usar a redução do IPI como propaganda para atrair o consumidor, dessa vez a principal aposta estará nos juros baixos. “Hoje os juros estão num patamar abaixo de agosto do ano passado, quando a crise financeira ainda não tinha se alastrado”, diz Domingos. Outro atrativo é a burocracia menor dos bancos na hora de conceder o crédito.

Em alguns casos, diz ele, o financiamento é aprovado em cinco minutos. “Não tendo o nome registrado nas entidades de proteção do crédito, não há restrições. Antes era preciso ser quase um santo”. Como antes da crise, a compra do carro zero pode ser feita sem entrada; nesse caso as taxas ficam maiores.

O ideal é ter no mínimo 10% do valor total do automóvel. Alguns consumidores acreanos não perderam tempo e correram para as concessionárias em setembro, quando a redução total do IPI acabou.

Setembro desse ano foi o melhor mês da série histórica para as revendedoras da Capital, que avaliam seu desempenho desde 1997. Naquele mês, 769 carros foram emplacados somente em Rio Branco. Para 2009, o setor espera vender mais de 6,6 mil automóveis, e uma previsão de crescimento de 10% quando comparado com 2008, que teve 5,9 mil emplacamentos.

Depois de setembro e outubro positivos quanto à saída de carros de seus pátios, as concessionárias enfrentam um novembro que ainda não atendeu às expectativas. Quando comparadas com o mesmo mês do ano passado, as vendas caíram 30%. Segundo Domingos, não trata-se de uma fuga dos consumidores com o fim dos incentivos fiscais.

Para ele, esse é um período de ajustes das finanças pessoais para a chegada do fim do ano, quando o orçamento familiar é voltado para outros gastos, como presentes e viagens. Otimista, Domingos afirma que dezembro será a recuperação nos lucros. 

 

 

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