Agora, a contrapartida

Mesmo com a queda nos repasses do FPM, os servidores da prefeitura da Capital vão receber um reajuste salarial de 10,51% e outras gratificações. Terão que retribuir com a melhoria na qualidade dos serviços à população.

O que se observa é que o funcionalismo público, de modo geral, tornou-se uma categoria muito exigente. Às vezes, radical, em suas reivindicações, sobretudo, quando se trata de salários. Nada a opor. É um direito que lhes assiste e deve ser exercido, em sua plenitude.

Em contrapartida, não se observa a mesma disposição, quando se trata de melhorar a qualidade dos serviços a que estão obrigados a prestar à população.

Basta observar alguns casos, como no atendimento nos postos de Saúde, onde ainda se formam filas de madrugada. E mesmo, nas questões burocráticas, no fornecimento de um simples alvará, obrigando o cidadão a perder horas, dias para obtê-lo.

Servidor público não é sinônimo de status ou direito cativo. Como o nome sugere, trata-se de uma função pública, paga com o dinheiro público, o dinheiro do contribuinte. Portanto, com a obrigação de prestar um serviço público de qualidade à sociedade.

Nada mais irrita um contribuinte do que pagar impostos – e cada vez mais onerosos – para não receber a contrapartida em bons serviços.    

 

 

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