Servidores do Ibama/AC e ICMBio realizam dia de protesto por PCCS

O dia amanheceu diferente na superintendência regional do Ibama, com os servidores reunidos no estacionamento interno do órgão conversando, tomando café da manhã e jogando bingo e dominó. Mesmo que parecesse, não era dia de folga e sim de protesto! É que os servidores (técnicos, fiscais, licenciadores, etc) do Ibama/AC e do ICMBio decidiram acompanhar o movimento nacional da categoria e passaram o dia inteiro paralisados para reivindicar pela maior qualidade nos serviços das 2 instituições, obtida através da implementação do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS).

De acordo com Valdeneide Barbosa Trindade, presidenta da Associação dos Servidores do Ibama (Asibama/AC), a mobilização teve por objetivo abrir os olhos do povo brasileiro sobre o serviço oferecido pelos 4 principais órgãos de gestão ambiental no país: Ministério do Meio Ambiente, Serviço Florestal Brasileiro, Ibama e Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio). Segundo ela, tais autarquias ainda não fazem valer o PCCS aos servidores. Assim, quem acaba prejudicada é a população.

“O plano de carreiras defende a maior parte das nossas reivindicações e é dentro dele que estão contidos os meios capazes de fazer com que os Recursos Humanos dessas instituições sejam qualificados. E o resultado deste processo reflete diretamente nos serviços que serão prestados às pessoas. Por isso, é tão importante nos reunirmos para cobrar do Governo Federal a implantação deste Plano”, argumentou ela.

Os principais pontos contidos no PCCS e reclamados pelos servidores são: mais concursos públicos para fiscais, licenciadores, analistas e técnicos ambientais; aumento de quadro funcional; treinos e capacitações para os funcionários; redução gradativa dos cargos comissionados e/ou serviços terceirizados; remuneração de adicional de qualificação e de gratificação por atividades de riscos; promoções; e cargos de chefes ocupados pelos funcionários de níveis mais elevados.

“No Estado, percebemos que é pouco pessoal para muito serviço e que quase não há concursos públicos. De 2002 para cá só houve 3 e o nível de evasão dos aprovados tem sido grande. Em Feijó, por exemplo, só há um servidor para todo o município. Em Tarauacá e Plácido, as unidades já fecharam porque não há nenhum sequer. Então, estamos aqui reunidos para informar sobre essa realidade e também escolher um representante dos servidores acreanos para ir a Brasília, em uma reunião que acontecerá lá no dia 8, e pressionar o Governo Federal para a criação de mais concursos”, finalizou Valdeneide.

 

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