CARTA DO LEITOR

Caro Silvio,

Como um dos mais velhos dos seus 37 fiquei, mais uma vez, feliz e satisfeito com você e com a GAZETA na edição de ontem. Com você por ser meu amigo e com a GAZETA por ser meu jornal local diário.
Seu editorial “Barbárie, não” me confirmou que a democracia é o “pior regime político do mundo” com a única exceção de todos os outros.

Feliz por residir na nossa terra de muro baixo (onde ninguém acredita no “rigoroso inquérito” ditatorial) fiquei ainda mais alegre quando li o artigo na página seis “Quem pagará essa conta imoral?”.
Recentemente  na defesa de um cliente afirmei:

“Há um jargão equivocado no mundo jurídico, informando que “o mundo processual  do juiz é o mundo existente nos autos”.

Besteirol dos mais infames. O mundo do juiz é o mesmo mundo onde vivem todos os seres humanos, sem distinção de cor, credo,  raça ou religião.

Seria ótimo se os juízes ou qualquer outras pessoas não pudessem ser vítimas de calúnia, roubo ou, até mesmo, de  extorsão”.

No mundo jurídico-so-cial  há uma tese furada de que o juiz está  cingido exclusivamente aos autos porque o seu mundo é o processo. Fora dele ele estaria se intrometendo onde não é chamado. Essa estupidez sempre foi preconizada por ditaduras (lugar de estudante é na escola e sua função é estudar) e felizmente, principalmente no Brasil fomos salvos pelo Poder Judiciário, última e única esperança do advogado.
Por isso fiquei orgulhoso de militar e terminar minha vida profissional vendo que vivemos uma democracia e com um judiciário que nos enobrece e nos torna orgulhosos da nossa cidadania.

Quando, além do judiciário, temos juízes que corajosamente, sem abrir mão de suas obrigações constitucionais, saem em público como cidadãos, exigindo seus direitos, vejo que adotei a profissão certa e a militância valeu a pena.

Muito obrigado Dr. Afonso Braña Muniz.
Muito obrigado Silvio Martinello.
João Tezza
OAB/AC -105

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