Luxemburgo: “sei que este é o jogo da vida deles”

Muitos apostam no embate “Sansão e Golias”, logo mais, a partir das 20h45, no estádio Arena da Floresta, quando o representante local, AC Juventus, estará enfrentando um dos maiores clubes brasileiros, o Atlético Mineiro. As duas equipes fazem suas estréias pela Copa do Brasil, sem que nenhum dos dois técnicos revelem qual será realmente a escalação ou a formação tática.
Jogo-hoje
Quando se aponta a disputa entre o “gigante e o pequeno”, o melhor comparativo fica exatamente na folha salarial. Enquanto toda a folha salarial do departamento de futebol do time acreano não ultrapassa R$ 40 mil, seu adversário, o Galo, tem a folha salarial mensal, isso apenas dos jogadores, sem mencionar o “astronômico” salário do técnico Wanderley Luxemburgo e sua comissão, gira em torno de R$ 1,2 mi e R$ 1,5 mi.

Isso, associado ao fato de contar com o artilheiro do último brasileiro, Diego Tardelli, dois campeões mundiais, Ricardinho e Júnior, além de um plantel de primeira grandeza, colocam o Atlético como principal favorito a, até mesmo, eliminar logo no primeiro jogo. Claro que isso só ocorre na vitória da equipe mineira por uma diferença igual ou superior a dois gols.

Mas não é isso que prega Luxemburgo. “Não viemos para eliminar. Viemos para jogar e qualquer tipo de vantagem é bom”, afirmou o técnico que, durante uma de suas passagens pelo Palmeiras, foi eliminado pelo singelo time do Asa de Arapiraca, também pela Copa do Brasil. “O próprio Real Madrid já foi eliminado de uma competição por uma equipe da 3ª ou 4ª divisão. Eu próprio já tive essa experiência, por isso temos que respeitar o adversário”.

Durante a entrevista, o técnico demonstrou que juntamente com sua comissão técnica fez a lição de casa, sabendo cada passo do Juventus nos últimos meses. “Sabemos do jogo na Bolívia, troca de jogadores e comissão, mudou do 3-6-1 para o 3-5-2. Isso estamos fazendo desde que soubemos quem seria o nosso adversário”, afirmou. Sem revelar qual a escalação, o mais provável é que seja esta: Carini; Coelho, Werley, Jairo Campos e Leandro; Jonílson, Correa e Ricardinho; Muriqui, Diego Tardelli e Obina.

Um dos principais cuidados que sua equipe deveria ter seria justamente a motivação que este tipo de jogo oferece aos jogadores locais. “Primeiro lembrar que a Copa do Brasil é importante para que os grandes clubes possam ir a locais que normalmente não iriam, pela falta de uma competição deste porte. Percebe-se isso pela motivação na cidade para este jogo”, disse. “Esse clima, poder jogar e ser assistido em outros centros, motiva os jogadores. Eles, com certeza, vão quer fazer o melhor jogo da vida deles, mostrar a cara à nível nacional, afinal vai estar passando na televisão”, concluiu, se referindo ao fato de que a Rede Globo/Minas fará a transmissão para Minas Gerais, no canal aberto.

Obina – Um dos mais assediados nos dois dias em terras acreanas, o ex-atacante do Flamengo/RJ e agora defendendo as cores do Galo Mineiro, Obina, é só simpatia, mas afirma que tudo muda dentro de campo. “O torcedor gosta da minha simplicidade, mas agora é se concentrar nos treinos e render o máximo em campo”, enfatizou. E lembrado de que tem apenas um gol, sobre a cobrança do torcedor acreano, brincou: “Se até a finalização no recreativo estão cobrando, imagine dentro?”.

Expectativa na Seleção – Um dos atacantes cotados para fazer parte do elenco para a Copa do Mundo, Diego Tardelli, afirmou viver a expectativa de ser convocado novamente por Dunga. “Claro que vivemos essa ansiedade, mas é continuar trabalhando forte para tentar chegar na Copa. Agora minha prioridade é essa Copa, a do Brasil”, ressaltou. Diego lembrou que o Atlético saiu ainda nas oitavas de 2009, porém com o grupo forte, esperam chegar até a Libertadores.

 

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