Mundo cão

O seqüestro e o assassinato desse adolescente, Fabrício, ainda não totalmente esclarecidos, vêm a confirmar o outro lado obscuro, miserável deste Estado que aparece na mídia nas páginas policiais. Aquele que, na expressão popular, é o chamado “mundo cão”.

Se impressiona a quantidade de jovens envolvidos nas várias formas de criminalidade, torna-se mais agudo e preocupante quando começam a surgir casos como este em que os seqüestradores, todos também jovens, matam por não terem sido atendidos na exigência que teriam feito à polícia de R$ 20 mil.

Ora, isso é grave, preocupante e precisa sim ser analisado a fundo. Até porque não é mais um caso isolado. Há menos de um ano, um professor foi assassinado quase nas mesmas circunstâncias e por motivos quase idênticos.

Não só as autoridades, mas a sociedade, as instituições não podem simplesmente ignorar e permitir que essa “banalidade do mal” vá tomando conta, ditando as normas do convívio social.

É preciso estar atentos, porque foi assim que a criminalidade, alimentada quase sempre pelo tráfico e consumo de drogas, se instalou e fugiu do controle nas grandes cidades. Não há motivos para este Estado chegar a esse ponto.

 

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