Moradores reclamam de ossos na Estrada Irineu Serra

Os moradores das casas, sítios e chácaras vizinhas da Estrada Irineu Serra estão reclamando dos ossos, sangue e outros restos orgânicos de animais de açougue que são jogados como lixo nas duas margens da rodovia. O material está sendo despejado nos encostamentos e mesmo em partes da pista, o que tem atraído um grande número de urubus ao local. Assim, resta à população da área ter de agüentar o forte cheiro do lixo orgânico e manobrar de carro para desviar dos ossos e das várias aves negras na estrada.
Moradores
De acordo com Moisés Martins da Costa, que tem um genro que mora na área, há vários anos que os açougues da cidade têm jogado as sucatas de animais (porco, boi, vaca, carneiro, peixe e até cão e gato de rua) na estrada. Com isso, vários moradores já se mudaram por causa do odor horrível, dos pneus estragados pelos ossos, das doenças geradas pela sujeira e pela poluição ambiental destas sobras de bichos.

Outra preocupação é quanto aos novos residentes que devem chegar ao conjunto habitacional ‘Vila do Rio Verde’, de casas pré-moldadas da BS Construtora, tendo em vista que o problema com os ossos e urubus fica bem em frente ao novo residencial. Serão mais de 60 novos moradores que terão essa dor de cabeça pela frente.

“A situação está ficando pior por aqui, pois estão despejando uma quantidade cada vez maior destes restos orgânicos. O cheiro é insuportável e há muitos urubus que estão fazendo a festa com tudo isso. Muitos mesmo. E estão começando a tomar conta da pista. Um dia um bando arranhou um carro inteiro e ainda quebrou os retrovisores. Outra vez um carro quase acertou uma ninhada destas aves. Por isso, eu quero pedir ao poder público que avalie e busque uma solução para este problema”, apelou Moisés.

A respeito do apelo, Moisés não reclama de nada da atuação da gestão pública. Segundo ele, a prefeitura tem feito o seu trabalho de limpar a sujeira destes poluidores constantemente. Porém, enquanto não se empenharem em montar uma vigília para apanhar e multar os infratores do açougue, nada será resolvido. Desta forma, moradores atuais e os novos da região continuarão correndo riscos diários de acidentes e doenças.

“Certa vez, um carro quase bateu depois de passar em cima de um osso. Outro teve o pneu rasgado e quase capotou. Eu sei que é difícil apanhar as pessoas que jogam esse lixo aqui, pois eles vêm em horas desertas, de madrugada. No entanto, eu insisto que devemos nos esforçar mais em apanhá-los para acabar de vez com isso, antes que um mal maior seja causado”, alertou um preocupado Moisés.

 

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