Nílson Mourão defende ProUni Internacional

Um dos mais bem sucedidos programas de inclusão social do governo Lula, o Pro-Uni, já beneficiou quase um milhão de estudantes em todo o país que entraram na universidade ou já se formaram e estão no mercado de trabalho graças a bolsa oferecida pelo governo. O Programa Universidade para Todos vem realizando o sonho dos jovens de famílias de baixa renda que não teriam como fazer um curso superior por não ter condições de pagar as mensalidades.

Agora, o governo Lula inovou lançando a versão estrangeira do programa. É o ProUni Internacional, que vai dar bolsas de estudos para alunos de baixa renda em universidades conceituadas no exterior. Os dez primeiros bolsistas da modalidade internacional do Programa, embarcam na próxima segunda-feira (12) para estudar na Universidade de Salamanca, na Espanha. As bolsas de estudo são resultado de uma parceria entre o Ministério da Educação e a instituição espanhola, firmada em janeiro deste ano.

Segundo Nílson Mourão essa iniciativa é a reação do governo aos que se dedicam a críticas vazias ao ProUni, baseadas apenas em preconceitos contra a presença de pessoas mais humildes nos bancos das universidades. “Tenho reagido fortemente na Câmara contra membros da oposição que querem o fim do Programa por pura discriminação contra as pes-soas de baixa renda. Tem gente que não aguenta ver os pobres se destacando nos estudos e tirando notas até melhores que os filhos dos ricos, que têm o dia todo para estudar. O governo Lula está de parabéns e agora dá um passo a mais, oferecendo bolsas em universidades de outros países”, disse o deputado.

De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, o país já vem sendo procurado por outras instituições estrangeiras. “As fronteiras se abrem. Este ano oferecemos dez bolsas, mas espero que possamos chegar a cem ou a mil nos próximos anos”, enfatizou. Entre as nações interessadas em fechar parceria com o Brasil estão os Estados Unidos e diversos países da Europa.

O interesse de países de primeiro mundo no programa, na avaliação do deputado Nílson Mourão é o reconhecimento externo de “um dos mais eficientes programas de inclusão social e educacional já desenvolvidos no Brasil”. A universidade de Salamanca, de acordo com o petista, é uma das mais respeitadas do mundo. “É o início de um projeto que vai crescer e dará oportunidades a cada ano, de um número maior de estudantes fazerem a mesma experiência”, avaliou Mourão.

Os alunos selecionados para a bolsa internacional foram os primeiros colocados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano, em sete áreas específicas, que atendem aos critérios do Prouni. Enquanto a nota mínima para classificação no ProUni era de 400 pontos no Enem, os dez bolsistas chegaram além dos 700 pontos. Os alunos selecionados são da Bahia, Minas Gerais, Paraná, Maranhão, Espírito Santo e São Paulo.

Os estudantes receberão uma bolsa permanência paga pelo banco Santander, de até 11,8 mil euros por ano – o que equivale a cerca de R$ 30 mil – para custear hospedagem, alimentação e um deslocamento anual da Espanha para o Brasil, nas férias de fim de ano. Nenhum dos jovens selecionados já esteve fora do país. Todos os estudantes vêm de famílias de baixa renda.

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