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Família de estudante desaparecido quebra o silêncio e faz protesto panfletado

A família do estudante Fabrício Augusto Souza Costa, 16 anos, desaparecido desde o dia 16 de março, após ter saído de casa no Conjunto Esperança para ir ao centro da cidade participar de um curso de informativa, resolveu quebra o silêncio e na noite de domingo, 02, realizou um protesto panfletando todo o centro da cidade colando cartazes com palavras de ordem que expressam o sentimento  de revolta e descrédito da família e amigos do jovem desaparecido, quanto as investigações realizadas pela Polícia Civil do estado do Acre.

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“Estamos cansados da morosidade da polícia quanto à investigação sobre o sumiço do Fabrício. Nossa família e amigos foram obrigados iniciar por conta própria as investigações sobre o sumiço de Fabrício, a polícia civil através do NUCRIA  Núcleo de Atendimento a criança e adolescente vítima de violência, onde o desaparecido foi registrado aos 15 minutos do dia 17 de março, somente deu atenção ao nosso apelo, depois que a mídia divulgou o caso. E até hoje  tudo que a polícia tem , são resultados das investigações que a família fez.

 Realizamos levantamento telefônico, que possibilitou chegar ao primeiro e principal suspeito, em seguida pessoas foram detidas por nossa família e entregues a polícia civil, os suspeitos presos pela família confessaram o crime de seqüestro e morte contra Fabrício, integrantes da quadrilha que participaram do crime foram identificados e detidos por nossa família e amigos entregues a polícia, esses suspeitos delataram os demais, e nos fomos impedidos de continuar ajudando a polícia civil e tudo parou.  Até agora a polícia não avançou em nada, pelo contrário a impressão que se tem é que a investigação retroagiu  ao dia do desaparecimento” desabafou Sérgio Costa, tio de Fabrício.

Família protesta e diz que Fabrício é vítima de criminosos e da polícia
Por toda a noite de domingo, 02 e madrugada desta  segunda-feira, 03, dezenas de pessoas panfletaram o centro da cidade objetivando chamar a atenção das autoridades e da sociedade para o que a família classifica de descaso e incompetência da polícia civil em elucidar o crime que supostamente tirou a vida do jovem estudante.

“ Na primeira prisão que nossa família fez, o suspeito confessou o crime, revelou detalhes e mandou um recado a nossa família pela polícia, de que não teríamos a chance de velar o corpo de Fabrício, por que ele jamais seria encontrado. E o mais revoltante e desesperador é que o criminoso está cumprindo com sua palavra. Um rapaz de apenas 21 anos de idade, está brincando com a polícia do estado do Acre. Leonardo Leite, já deu inúmeras versões sobre o local em que abandonou o corpo de Fabrício, fez policiais cavarem dentro de casas, quintais, margens de Rio e Igarapé, fez o Corpo de Bombeiros Militar passar uma semana mergulhando em um açude atrás do corpo e até agora nada. Depois de tudo isso, 47 dias se passaram e a polícia simplesmente decidiu que não repassaria nenhuma informação sobre as investigações para a família da vítima, com esse comportamento eles querem mais o que? Quem os delegados acham que devem explicações sobre o que está acontecendo que a investigação não chega a lugar algum?, Quem eles acham que são os maiores interessados?” indagou Sérgio Costa.

Muitos delegados investigam o caso Fabrício e não conseguem chegar a um consenso
Segundo o funcionário público Sérgio Costa, 46 anos, tio de Fabrício e porta voz da família, o que é mais estranho é que aumentou o número de delegados que investigam o “ caso Fabrício”, e eles mesmos não conseguem entrar em um consenso, na opinião da família de Fabrício , os delegados designados para apurar o caso não possuem uma linha de investigação e tão pouco  conseguiram avançar além do que a família já havia descoberto e informado a polícia.

“ o pior de tudo é que os responsáveis pela investigação, não conseguem avançar mais em nada e nem permitem a possibilidade de pedir ajuda da Polícia Federal. O único momento em que a Secretaria de Segurança falou sobre o caso  foi  através da divulgação de uma nota oficial em que acusava a  nossa família de está atrapalhando as investigações, acusando a mídia de está provocando sensação de insegurança para a sociedade. Não vamos mais calar, pois acreditamos no velho dito popular de quem cala consente. E nos não estamos satisfeitos com essa gigantesca equipe que investiga e não avança, para nós não serve. Delegados que estão mais preocupados em saber  o que os Direitos Humanos pensam sobre os acusados, do que a família, a sociedade sente, deseja e quer sobre este caso. Queremos uma solução” finalizou o tio da vítima.

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