Sócio de fábrica de pisos diz que não haverá demissões

João Albuquerque, da Albuquerque Engenharia, e Mário Santin, da madeireira Ouro Verde, vão sair da sociedade responsável pela administração da fábrica de pisos de Xapuri. As mudanças no novo arranjo gerencial causaram desinformações de toda ordem no fim da tarde de ontem. Um dos sócios do empreendimento, Jandir Santin, que atualmente possui 30% da fábrica, permanece.
Camisas1607
Por mais que se insistisse, ele não quis adiantar, “por questões éticas”, como será a nova composição societária. Não conseguindo disfarçar o desconforto, tentou desconversar sobre as empresas que assumirão o empreendimento. Podem ser empresas “de dentro do país. Talvez, de fora do país também”, esquivou-se.

Sobre a possibilidade de haver demissões, foi taxativo. “Não haverá demissões”. E adiantou. “Além dos funcionários que estão no quadro hoje, serão contratados mais”.

A GAZETA – A fábrica de pisos de Xapuri fechou?
Jandir –
Não. Não fechou.

A GAZETA – E o que aconteceu com ela?
Jandir
– Nós estamos passando por uma reestruturação dela. É o momento que nós vamos criar uma nova gestão. Uma nova administração na fábrica, um processo de readequação. Nesse momento foi feito uma ação rescisória com todos os funcionários da fábrica porque nenhuma empresa pode recontratar.

A GAZETA – Então houve demissões?
Jandir
– Mas, imediatamente, eles vão ser recontratados na nova empresa que vai gerir o consórcio com uma nova administração. A empresa não fechou. A empresa não dispensou nenhum funcionário. Foram feitos exames demissionais para reenquadrar na nova empresa formada. Só não retorna para o trabalho o funcionário que não tiver interesse.

A GAZETA – Por que esse novo arranjo foi necessário?
Jandir
– Não se trata de questão de ser ‘necessário’. Nós estamos partindo para uma nova gestão.

A GAZETA – E que nova gestão é essa?
Jandir
– Nós vamos sair de um formato mais direcionado ao mercado externo e vamos nos voltar para o mercado interno. Então, nós vamos buscar uma nova maneira de gerir a empresa; uma nova constituição de empresa; que provavelmente será gerida de uma maneira diferente. Então, necessariamente, nós estamos fazendo essa alteração para mudar esse sistema de adequação e trabalho dentro da empresa.

A GAZETA – Hoje, a fábrica de pisos de Xapuri tem a seguinte composição societária: 45% com a Ouro Verde; Laminados Triunfo 30% e a Albuquerque Engenharia 25%. Dessa composição, o que vai mudar?
Jandir
– Não posso te adiantar nesse momento. Haverá alteração societária. Eu não posso te antecipar exatamente qual o percentual.

A GAZETA – Por quê?
Jandir
– Porque vem outra gestão na parte administrativa.

A GAZETA – É uma empresa de fora do país. É isso?
Jandir
– De dentro do país. Talvez, de fora do país também.

A GAZETA – Por que não se pode divulgar os nomes?
Jandir
– São negociações que estão se finalizando, estão se concretizando… então,  por uma questão ética, eu não posso antecipar. Na próxima semana já deve haver novidades que devem ser divulgadas. Eu queria reforçar a condição de que nenhum funcionário está dispensado. Direi mais pra você: além dos funcionários que estão no quadro hoje, serão contratados mais. Sem dúvida nenhuma. Nenhum funcionário que está trabalhando hoje lá vai perder o emprego. De maneira nenhuma, a não ser que seja de livre e espontânea vontade.

A GAZETA – Em “alterações societárias”, geralmente há demissões, enxugamento da máquina administrativa e funcional.
Jandir
– A afirmação faz sentido. Mas, nesse caso específico será criada uma nova empresa. Então, automaticamente essa nova empresa, com uma nova gestão, não pode ‘repassar’ um funcionário simplesmente. Você demite e readmite automaticamente. Por serem readmitidos automaticamente, eles nem terão seguro-desemprego. Eles já serão readmitidos automaticamente.

A GAZETA – O governo está fora dessas articulações?
Jandir
– O governo tem se empenhado muito. O governo está dentro e tem nos cobrado muito uma resposta para esse novo arranjo. O governo está muito ativo nesse processo, especialmente, as secretarias de Florestas e de Indústria e Comércio. É uma mudança normal no setor industrial e empresarial que não houve uma maneira diferente de ser conduzida.

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