Questão ética

Tudo o que for feito para erradicar a pobreza e a miséria neste país deve ser apoiado pela so-ciedade. Como é o caso do programa Brasil sem Miséria, lançado anteontem, em Manaus, em sua versão para a Amazônia, pela presi-denta Dilma Rousseff.

Deve ser apoiado, antes de tudo, por uma questão ética. Nenhum go-vernante ou mesmo sociedade podem se dar por satisfeitos enquanto houver milhares, milhões de cidadãos ou famílias sem as mínimas condições de uma vida minimamente digna.

Depois, porque da miséria não se pode esperar nada. Ou seja, a miséria rouba do cidadão aquilo que lhe é mais caro, a liberdade de decidir sobre sua vida, seu futuro, o futuro de sua família, de seus filhos, submetendo-o a todo tipo de exploração e levando-o muitas vezes a caminhos sem voltas, como o da criminalidade.

Não há, portanto, o que se discutir sobre a importância e a necessidade desses programas. Até porque como têm demonstrado alguns deles em curso, como o Bolsa Família, foram responsáveis pela ascensão de quase 50 milhões de brasileiros da linha de pobreza. A única ressalva a se fazer é a de que esses programas venham acompanhados com educação, saúde e outros instrumentos de superação.

 

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