Greve do Ministério do Trabalho segue sem negociação

A greve dos servidores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) completa 23 dias hoje. A paralisação atinge 23 dos 27 estados da federação. No Acre, tanto na sede da Delegacia Regional do Trabalho, em Rio Branco, como o posto de atendimento de Cruzeiro do Sul, o atendimento ao público foi suspenso.

Os servidores reivindicam a implantação imediata de um Plano de Carreira Específico para o MTE, melhorias nas condições de trabalho, regulamentação da jornada de trabalho de 30 horas semanais, sem redução de salários, com dois turnos diários para ampliar o atendimento à população.

Além disso, querem uma política de treinamento e capacitação permanente; ampliação das vagas do órgão com contratação dos remanescentes do último concurso; paridade salarial entre ativos, aposentados e pensionistas; isonomia do auxílio-alimentação do Poder Executivo com o do Judiciá-rio, retorno do regime de solidariedade nos descontos da GEAP e garantia de melhoria na qualidade do atendimento.

A líder do movimento no Estado, Ivaneide de Oliveira, informou que uma reunião na próxima quarta-feira, em Brasília, vai definir os rumos dos movimentos. É a primeira vez que o governo vai sentar para discutir uma proposta concreta com o comando de greve. A idéia da equipe governamental é definir a questão através da aprovação de uma lei, mas os manifestantes entendem que isso pode levar muito tempo.

CAFÉ DA MANHÃ – Ontem, os servidores da DRT/AC se reuniram em torno de um café da manhã. Vestidos de camisas pretas e portando cartazes de protesto, na frente da sede, alguns manifestantes distri-buíam cartilhas do trabalhador para os transeuntes que passavam pelo local. O próximo evento a ser realizado, segundo a coordenação, é a feira do repúdio, onde frutas como banana e abacaxi serão comercializadas em bancas na frente da DRT.

 

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