Município terá museu para contar a rica história da Revolução

Paralelo aos projetos que visam o desenvolvimento da agricultura no município, como, por exemplo, mais 10 casas de farinha de um total de 200 casas a serem construídas em todo o Estado com recursos a serem liberados pelo Incra, Porto Acre vai receber, também em 2010, grande incremento à indústria do turismo, que deverá ser desenvolvido e incentivado no município. O desenvolvimento começa com a construção de um museu a céu aberto que vai contar a história das revoluções acreanas, passando pelo governo de Luiz Galvez até à batalha final, ocorrida nas terras que hoje formam o núcleo urbano do município, quando os bolivianos se rendem ao exército de Plácido de Castro. O museu será construído a um custo de R$ 2 milhões, cujos recursos já estão alocados ao OGU por iniciativa de Tião Viana e do deputado federal Nílson Mourão (PT-AC), que reservou ao município R$ 1 milhão das emendas de sua autoria exclusivamente para a obra do museu.

De acordo com o prefeito José Maria, com a construção do Museu, cujas obras estão previstas para serem iniciadas ainda no primeiro semestre do próximo ano, o museu vai guardar objetos históricos, a maioria datada da Revolução Acreana, numa cidade que está localizada a 65 quilômetros de Rio Branco e que atualmente já recebe a média de 290 visitas ao mês em busca de informações sobre a Revolução Acrea-na. A grande maioria dos visitantes é formada por turistas de municípios acreanos, mas há fluxo de visitantes de outros estados. Os objetos históricos são em geral ligados à Revolução Acreana encontrados por acaso pela população. Há, por exemplo, uma grossa corrente de aço localizada no Seringal Novo Andirá, no Rio Acre, que se presume tenha pertencido a um posto instalado pelos bolivianos na região para evitar possível evasão fiscal, além de garrafas de vidro, marcadores de borracha e armas como a espingarda de papo-amarelo, francamente usada nos combates da Revolução. Ali também pode ser encontrada a sede da Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, primeira capela elevada na Vila de Porto Acre. Moradores da região também exibem um machado de pedra fabricado provavelmente pelos índios que habitavam a região.

 
O PROJETO
O projeto sobre o museu foi elaborado pela prefeitura do município, com a assessoria do historiador Marcus Venicius Neves, presidente da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil, da Prefeitura de Rio Branco. “A rica história do Acre nos obriga a um esforço para que aquela epopéia seja cada vez mais divulgada”, disse Tião Viana.

“O projeto tem a preocupação de criar um ambiente com poucas edificações, como era naquele tempo, com um espaço voltado também para a contemplação da natureza e criando condições para que haja ali um predomínio didático sobre o que foi e a importância das revoluções ocorridas para que o Acre pudesse vir a ser brasileiro”, disse o prefeito José Maria.

De acordo com o projeto, haverá obras da beira do Rio Acre até os locais onde de fato ocorreram escaramuças entre brasileiros e bolivianos. No nível do rio, haverá um porto que fará a conexão de Porto Acre com a sede do Seringal Bom Destino, onde já há uma pousada construída pelo Governo do Estado. Foi ali, segundo os historiadores, onde ocorreram as primeiras reuniões e conspirações contra os boli-vianos a partir das quais Plácido de Castro pôde deflagrar o estado de guerra.

No local onde ocorram os enfrentamentos, nos chamados campos de batalha, segundo o projeto, haverá a recomposição das trincheiras, com espaço para exposição permanente de objetos relativos à Revolução.
De acordo com o historiador Marcus Venicius, a importância histórica de Porto Acre foi pouco reconhecida e isso precisa mudar. “A falta de reconhecimento foi tamanha que, nos anos 80, uma subprefeita da cidade chegou ao cúmulo de mandar passar um trator sobre as trincheiras que haviam ali, exatamente as trincheiras utilizadas pelo exército de Plácido de Castro para guerrear contra o bolivianos”, disse o historiador. “Então é necessário que haja não só o reconhecimento de Porto Acre como sítio histórico, inclusive com as suas trincheiras, como também a reconstrução de alguns ambientes da antiga cidade do Acre”.

OBJETOS
Ainda de acordo com o historiador, também é necessário que o projeto contemple a população local e a conscientize  em relação à educação patrimonial de objetos históricos. “Muito objetos encontrados na cidade, nos locais que serviram de campos de batalha, foram destruídos porque muita gente não tinha a consciência história de aqueles bem precisam ser preservados. Esta é uma preocupação do projeto: recuperar o que for possível do que foi destruído e criar a cons-cientização ma comunidade local da importância história do município e de sua comunidade”, disse Venicius.

No encontro com o prefeito José Maria e lideranças de Porto Acre, o senador Tião Viana disse que, paralelo ao projeto do Museu, o município também pode trabalho o turismo de aventura. “Nós poderemos buscar recursos aqui para termos na região um grande lago, nos moldes do que foi construído em Brasília, para chamarmos a atenção dos turistas interessados em navegação”, disse o senador. Um dos moradores mais antigos de Porto Acre, Artur Souza, acha que a localidade de Pirapora, dentro das terras do município, é o local ideal para este lago. De acordo com Tião Viana, uma de suas emendas, no valor de R$ 600 mil, também contempla o arborismo, uma espécie de turismo de aventura que consiste num passeio, sobre cordas e materiais especiais, na copa das árvores, com até 50 metros de altura. Este tipo de aventura acontece em Porto Maldonado, no Peru, e também em Pirenópolis, em Goiás. “Vem turistas do mundo todo em busca desse tipo de aventura e aqui nós poderemos oferecer, além de uma história rica, as belezas naturais de umas regiões mais ricas e mais belas do mundo”, disse o senador.

O prefeito José Maria agradeceu a visita do senador e disse que, em 2010, possa colocar em prática os projetos anunciados à população quando de sua campanha eleitoral. “Tínhamos 29 processos de inadimplência em convênios com o Governo Federal, o que nos impedia a captação de recursos. Agora, com os processos solucionados e parcerias como a que montamos com o gabinete do senador Tião Viana e com o Governo do Estado, estou certo de que vamos fazer uma administração à altura daquilo que nossa população merece e precisa”, disse José Maria. “Nós temos o que agradecer ao Tião Viana poder essa disposição de, a todo final de ano, vim aqui prestar contas do que fez ao longo do ano e reafirmar compromissos para o seguinte. Isso nos enche de orgulho e de esperanças de que realmente vamos resgatar todos os compromissos assumidos com a nossa população”, disse Maria. 

O que foi dito em Porto Acre

 “O senador Tião Viana faz o grande diferencial da política ao vir aqui, tanto ao longo do ano como agora, quando as atividades políticas se encerram. O mais importante é que ele nunca vem aqui de mãos vazias. Traz sempre novidades que buscam impulsionar o desenvolvimento do nosso município. Particularmente, eu tenho muito orgulho de fazer política no mesmo partido e ao lado de uma figura como o Tião Viana” – Francisco Bezerra de Oliveira, o “Neno”, vereador de Porto Acre (PT).

“Tem sido muito bom fazer política ao lado de figuras como o senador Tião Viana, do governador Binho Marques e do ex-governador Jorge Viana. A cada vez que uma lideranças dessas vem aqui, como ocorreu ao longo do ano, alguma coisa concreta é deixada para a comunidade. Porto Acre, graças aos investimentos, vive o melhor momento de sua história e estou certo de que, concretizados os projetos anunciados pelo senador, vamos ser o grande município deste Estado” – Zé Guilherme, vereador de Porto Acre (PTdo B).

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