Policial Castelo Branco é condenado a 26 anos de prisão

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Após 10 horas, o Tribunal do Júri condenou no início da noite de ontem o policial civil José Castelo Branco a 26 anos de prisão em regime fechado pela morte do fiscal Gildecir Bonfim Mendonça. Castelo Branco perdeu ainda a função de policial e terá de pagar uma indenização no valor de R$ 40 mil à família da vítima. A sentença foi proferida pelo juiz Anastácio Lima Menezes.

Durante o julgamento, houve bate-boca entre os advogados Sanderson Moura e Armisson Lee,  no plenário da Vara do Tribunal do Júri Popular da Comarca de Rio Branco. A queixa foi formalizada por Lee, que acusa Moura de calunia, injúria e difamação.

Os dois foram ao Fórum em virtude do julgamento do policial civil, José Castelo Branco Ribeiro, acusado de matar o fiscal de limpeza Bonfim Mendonça, e ferir outras duas pessoas no interior de um bar da Capital, em fevereiro deste ano. Sanderson é o advogado constituído pelo réu, mas Armisson foi nomeado substituto pelo juiz Anastácio Lima de Menezes, para garantir a realização do júri, caso o titular não aparecesse.

Como era previsto, os dois compareceram para a audiência e na presença do titular o substituto aparentemente saiu de cena. O que ninguém ainda sabia é que circulava nos bastidores a informação de que Armisson não podia defender o réu porque respondia processo por narcotráfico e que Sanderson era o responsável pela informação.

Armisson retornou então ao plenário e foi tomar satisfação com o colega, dando início assim a discussão recheada de palavras de baixo calão. Na tentativa de encerrar o caso e dar prosseguimento a audiência, o juiz pediu que Armisson se retirasse do plenário e, diante da negativa deste, acionou a segurança.

O advogado saiu do local direto para a 1ª UPS, onde registrou queixa e também comunicou o caso, por telefone, ao presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Acre, Florindo Poersch. “Eu nunca escondi de ninguém que respondo processo na Justiça, mas a Constituição Federal me assegura que sou inocente até que se prove ao contrário. Nunca fiz nada contra ele, nem devo nada a ele”, disse.

Sanderson Moura ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. Com o fim da confusão, ele permaneceu em plenário, onde patrocinou a defesa do policial civil José Castelo Branco. A audiência na 1ª USP está agendada para às 15h da próxima sexta-feira.

JULGAMENTO – Familiares e populares voltaram a erguer faixas e cartazes de protesto na frente do Fórum. O caso é polêmico e gerou grande comoção popular em decorrência de se tratar de um agente da lei que, segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, dificultou a defesa da vítima e a executou de forma torpe na frente da esposa.

O crime ocorreu no dia 15 de fevereiro deste ano, no interior de um bar no Conjunto Nova Esperança, onde vítima e acusado bebiam. Segundo depoimentos prestados em juízo, o policial ficou furioso ao ser recriminado pelo fiscal quando mexia nas cadeiras e na mesa em que a vítima e a esposa estavam sentadas.

A partir deste episódio, o acusado teria sacado de sua arma e dado início a execução. Além do homicídio de Gildecir, o policial também foi denunciado por tentativa de homicídio contra Maria Francisca Gadelha dos Santos e Cleidiane Gadelha dos Santos Monteiro. 

 

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