Geraldinho apresenta voto de pesar pelo falecimento de fundador do PMDB no Acre

O senador Geraldinho Mesquita (PMDB) usou à tribuna ontem, 8, para homenagear João Borborema, que faleceu no fim da tarde de segunda-feira, 7, após uma parada cardiorrespiratória. Borborema foi internado na Fundação Hospitalar, na tarde de domingo, com quadro de insuficiência respiratória, vindo a falecer com o agravamento de seu estado de saúde.

Geraldinho Mesquita lembrou que João Borborema foi um dos fundadores do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) no Acre. João Moreira de Alencar  Borborema nasceu em Rio Branco, em 11 de agosto de 1930, quando o Acre ainda era Território Federal. Filho de Francisco Antônio Alencar e de Iracema Moreira de Alencar. Segundo Mesquita, o militante sempre fez questão de registrar que teve mais um pai, o pai de criação, Agostinho Borborema, de quem herdou o nome e a disposição para a luta.

O parlamentar destacou ainda, que o militante morto, faz parte de uma obra literária, sobre personagens da história do Acre. Obra que segundo o senador, tenta resgatar a memória  de pessoas de fundamental importância na história do Estado. O segundo volume, intitulado Brava Gente Acreana II, em fase de produção, que terá como um dos personagens o folclórico militante.

“João Borborema será um dos personagens. Quero, inclusive, reportar-me aqui a alguns trechos da sua entrevista. O jornalista que trabalha comigo e que preparou as entrevistas deu um título para a crônica de O subversivo de bigode. Há uma frase que diz o seguinte: “A rebeldia da gente dava prazer, porque a gente não se preocupava em ser preso de manhã e ser solto de tarde, ou passar um ano na cadeia”, comentou Geraldinho.

Em seu pronunciamento, o senador leu alguns trechos da entrevista, que fará parte da segunda edição do livro que aborda os personagens que fizeram a história de seu Estado, enfatizando as frases de João Borborema. “Não fui forjado para guardar mágoa de ninguém. Eu guardo é pena, eu tenho pena de algumas pessoas que, às vezes, fazem injustiça comigo e não só comigo, com outras pessoas, mas depois eles pagam, não sei como eles pagam, mas pagam. Todo mundo paga aqui mesmo. Então, eu não tenho mágoa de ninguém, eu não odeio ninguém, eu gosto de ser eu, de viver como sou, e eu sou uma pessoa que gosta de comer bem, de viver bem, tratar bem e respeitar as pessoas, e espero que as pessoas me respeitem, esse é o João Borborema, eu e nada mais”. Com essa referência modesta, humilde, queria reverenciar a memória de um companheiro, que durante décadas, se dedicou ao PMDB.

Mesquita fez menção especial à família de Borborema, destacando a importância do militante na história política do Acre. “Ele é pa-triarca de uma prole significativa: Ben-Hur, Etã, Lenine, Espartacos, Raquel, Jaqueline, Ruth, Agostinho, Marcel e Iracema. Sua esposa, Francisca Maria Barbosa de Alencar, e mais de 20 netos. Personagem importante da história do Acre, da história política do Estado”, destacou.
No final de seu discurso, Geraldinho  Mesquita propôs  um requerimento com voto de pesar pelo falecimento do João Moreira de Alencar.

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