Retrato do absurdo

Esse acidente, de um policial da Companhia de Trânsito, que fazia, tranqüilo, seu lanche e foi atropelado e ferido com gravidade por uma motocicleta, dirigida em alta velocidade, é o retrato do absurdo a que o trânsito está descambando na cidade.

Mesmo com todas as obras de infra-estrutura feitas nos últimos anos, para alargar ruas e avenidas, os acidentes estão se multiplicando e com maior gravidade. O que significa, por outro lado, que o problema é mais sério, é de ordem educacional e até mesmo moral.

Ou seja, o trânsito, como em outras metrópoles, está-se transformando em um campo de batalha, onde quem pode mais, infringe mais a legislação, atropela, aleija e mata, sem temer as conseqüências, porque as leis neste país são frouxas, falhas e acabam premiando os infratores. Em alguns casos, pode-se dizer, os assassinos, porque usam seus veículos como se fossem armas letais.

Já se disse e vale repetir: Rio Branco é ainda uma cidade de porte médio. Não pode nem deve copiar os piores vícios das grandes cidades. Por bem, pela educação e por força da lei, é preciso agir enquanto é tempo, punindo com rigor os infratores que atropelam até os guardas de trânsito.

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