Para pressionar Congresso, vítimas do DDT se unem no Norte e Centro-Oeste

Depois de lutarem isoladamente, cada um em seu Estado, as vítimas do DDT começam aos poucos a formar movimento forte com a união de todos os estados por onde este pesticida deixou suas seqüelas. Fortalecidos com essa unificação, o objetivo é pressionar o Congresso Nacional para que vote e aprove todos os Projetos de Lei de interesse dos contaminados. O apoio mais recente foi dado pela Bancada Federal do estado de Rondônia.DDT-3003
No último dia 25 de março, representantes dos movimentos que pleiteiam pelos direitos dos servidores da extinta Sucam, que hoje agonizam com os efeitos deste veneno, se reuniram em Ji-Paraná, interior de Rondônia. Do Acre, participou Aldo Moura, presidente da Comissão DDT e Luta pela Vida. Com mais de um ano de atuação, a entidade acreana tem sido um exemplo para o resto do país de perseverança para que o Estado brasileiro reconheça a contaminação e preste a devida assistência.

Com o apoio dos parlamentares federais e estaduais do Acre, as vítimas do DDT têm chamado a atenção do país para o problema e fazer com que seus colegas em outras partes também tenham forças nesse embate. Estados como Rondônia, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás já mobilizam suas bancadas no Congresso para que os projetos do DDT entrem na pauta de votação.

Entre os projetos está o do deputado federal Zequinha Marinho (PSC-PA), que institui o pagamento de pensão vitalícia aos ex-guardas da Sucam. De autoria da deputada acreana Perpétua Almeida (PCdoB), outro projeto fixa o pagamento de indenização às famílias dos servidores que já morreram em conseqüência da contaminação. O objetivo, segundo Aldo, é fazer com que ambas as propostas sejam aprovadas antes do período de campanha eleitoral, quando a Câmara e o Senado ficam praticamente fechados.

Além disso, caso a votação fique para o próximo ano as vítimas do DDT necessitariam praticamente recomeçar a pressão no Congresso com uma possível grande renovação no Parlamento. Para ajudar os movimentos em defesa da vida, a OIT (Organização Internacional do Trabalho) foi acionada e enviará equipe ao Brasil para analisar a situação dos contaminados pelo veneno. Ainda não há previsão para este trabalho ser realizado.   
 

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