‘Matando’ o futuro

Impressionam as ocorrências apontando o número de jovens envolvidos nas mais variadas formas de criminalidade aqui no Estado. Impressionam mais ainda a quantidade deles que morrem ou matam. Uma situação grave a se pensar, porque se está comprometendo, ‘matando’ o futuro.

Só para ficar em alguns exemplos mais recentes, além do caso do adolescente seqüestrado e provavelmente executado, ainda ontem se divulgou que uma aluna de 14 anos tentou matar a facadas uma colega em sala de aula.

Na semana passada, outro estudante, este já universitário, envolveu-se numa briga de rua com jovens do mesmo bairro, ferindo-os com uma barra de ferro. Detido pela polícia, admitiu que consome cocaína e maconha para “racionar mais rápido”.

Há algo errado em tudo isso, que precisa ser analisado a fundo. E nessas horas não se pode apenas atribuir culpa ao governo, porque não se trata apenas de uma questão de polícia.

A sociedade como um todo – as instituições, a família, as igrejas, a escola, as entidades de classe – têm também sua quota de responsabilidade em repensar a educação que se está transmitindo e o que vem sendo feito para corrigir essas distorções.

 

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