Estranho

A extensa novela das negociações salariais tinha tudo para ter um final feliz com o acordo fechado entre o Governo os policiais militares e os bombeiros. No entanto, o Sindicato dos Médicos bateu pé e não aceitou a proposta de reajuste de 20% parcelado. O estranho é que justamente a categoria que tem atualmente os maiores salários do Estado resolveu radicalizar e deixar em aberto uma situação que não interessa à sociedade acreana.

Evidentemente que é compreensível a questão da longa duração da formação e do investimento para alguém chegar a ser médico. A qualificação merece a remuneração que recebe. Também é indiscutível a importância dos médicos para a saúde pública. Mas os salários desses profissionais do Acre estão longe de serem miseráveis e vergonhosos. Muito pelo contrário, vários estados brasileiros pagam menos aos médicos do que o Acre.

Uma categoria diferenciada e com envolvimento em questões humanitárias óbvias deveria ser a primeira a dar exemplo de abnegação aos acreanos. Certamente a posição dos médicos não convencerá a maioria da nossa população que também tem muitas reclamações com o serviço prestado por esses profissionais. Nesse caso, o diálogo e o bom senso devem prevalecer para que haja um rápido entendimento.        

 

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