Problemas para o Acre: Setor produtivo pede providências para balsa do Abunã

Ainda que a BR-364 seja, no seu trecho Porto Velho/Rio Branco, a única rodoviária de abastecimento, do vizinho Estado do Acre, a estrada tem uma dependência muito grande de uma balsa na altura do distrito de Porto Velho, Abunã, onde o Rio Madeira corta a BR-364, a pouco mais de 250 Km de Rio Branco.
Travessia_Rio_Purus
É um fato previsível que em todos os anos, durante o período da estiagem, o nível do rio desce, prejudicando a já demorada travessia por balsa dos veículos que abastecem a capital acreana de gêneros alimentícios e demais mercadorias. Em dias de maior fluxo (feriados, por exemplo), a espera na balsa chega a ser de mais de 1h. Em 2010, durante mais de 40 dias, entre agosto e setembro passados, as filas de caminhões chegaram a ter mais de 6 Km de extensão e o tempo de espera para a travessia chegou a ser de mais de 12h.

Para tratar deste problema reuniram-se na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, autoridades e empresários de Rondônia e do Acre para tentar minimizar os possíveis prejuízos derivados de que se, neste verão, o Rio Madeira deve ter, mais uma vez, uma redução drástica de seu nível de água, a navegação será dificultada pelo surgimento de bancos de areia.

Segundo a Delegacia Fluvial de Porto Velho (Marinha), no período da vazante o surgimento de bancos de areia é maior e o perigo de embarcações encalharem é muito grande, daí a necessidade de ser feita de forma emergencial e contínua a dragagem no período mais crítico de vazante do rio, que até agora não foi feita pelo operador concessionário. Se isto não for realizado rapidamente, a balsa que transporta carros e caminhões a partir da BR-364, pode levar mais de 6h pra fazer um percurso que, em condições normais, é realizado em 45 minutos.

Estiveram presentes à reunião representantes da Fecomercio/RO, da Federação das Indústrias de Rondônia (Fiero), da Federação das Associações Comerciais e Industriais de Rondônia (Fiero), da Federação dos Dirigentes Lojistas de RO, da Unit-Dnit/RO, Eleotero, Delegacia Fluvial de RO. Do Acre, estiveram presentes João Francisco Salomão (Fieac), Jurilande Aragão Silva (Federação das Associações Comerciais do Acre), Adem Araújo da Silva (Acisa).

Em conjunto, eles assinaram uma carta dirigida ao Paulo Sérgio da Silva Cunha, chefe da Unidade Administrativa Regional de Porto Velho da Antaq. O documento pede sejam tomadas as providências para a dragagem do rio como forma emergencial de impedir maiores problemas, embora saibam que a solução definitiva somente virá com a construção da ponte de Abunã. (Assessoria)

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