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A mão do mercado

A Associação Comercial e Industrial do Acre protagonizou ontem um momento importante. De forma simples, apresentou uma aula de economia. Modesta, é verdade, mas apresentou elementos básicos de como são limitadas as articulações políticas e as vontades dos governos.

Ninguém em sã consciência pode considerar inapropriadas as tentativas do Governo do Acre de se esforçar para garantir o abastecimento com produtos básicos. O problema é que a economia segue uma lógica mais dinâmica e, por que não dizer, nefasta.

O Sr. José ou a D. Almerinda lá do Belo Jardim, que tem uma pequena mercearia no bairro aprendem rápido a lógica que há na velha relação entre oferta e demanda. Por mais que o governo se esforce, por mais que dialogue para que não haja aumento de preços, o comércio (varejista e atacadista) imprime outra rotina.

No Acre, o governo é muito forte. Tem muita influência no cenário econômico. Mas, não deixa de ser interessante observar que, em momentos atípicos e inéditos como os que estamos a viver, a mão do mercado parece ter mais força.