Projeto em Lago do Amapá reaproveita embalagens de perfume

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Assim como os melhores e mais caros vinhos do mundo estão nas garrafas mais antigas, também os perfumes mais desejados, na maioria das vezes, estão em embalagens tão atrativas e exóticas quanto o próprio aroma. O problema vem depois, quando é preciso descartar esses fracos. Alguns consumidores guardam de recordação; outros enviam para a lata do lixo mesmo.

O resultado ambiental dessa atitude acaba por ser desastroso. As embalagens representam mais de 30% do volume de lixo acumulado nos aterros O tempo de decomposição do vidro chega a mais de quatro mil anos.

Um projeto pioneiro no Acre passa a amenizar um pouco os efeitos danosos do vidro descartado sem o mínimo cuidado. Com o apoio de “O Boticário”, uma das maiores da indústria de cosméticos do Brasil, mulheres que moram dentro da APA (Área de Proteção Ambiental) do Lago do Amapá transformam frascos em outros objetos que podem ser usados no dia-a-dia, como utensílio de decoração ou bijuterias.

Em três meses, elas aprenderão a técnica da vitrofusão, que através do uso de altas temperaturas faz o vidro chegar ao ponto ideal de moldá-lo e, de acordo com a criatividade, ser transformado no objeto que quiser. “Os frascos são colocados em um forno que podem chegar a 800 graus Celsius, o ponto de fusão. Cinco horas depois é possível trabalhar com as peças”, explica Valdres Jesek, coordenadora do curso.

Entre as alunas está Terezinha Silva. Segundo ela, aprender a técnica da vitrofusão é mais uma oportunidade de as mulheres da comunidade aprenderem mais um ofício que ajudará na complementação da renda. Elas já fazem parte do projeto Costurando o Futuro, que ensina a prática do ateliê, além de trabalharem na confecção de embalagens a partir de produtos recicláveis.

Como contrapartida inicial, “O Boticário” em Rio Branco já doou mais de dois mil frascos de perfume que poderiam ter uma destinação prejudicial para o meio ambiente, como um rio, igarapé, entre outros mananciais. “O objetivo é conscientizar nossos clientes para que tragam de volta as embalagens vazias dos perfumes usados”, diz Val da Silva, gerente da franquia Boticário.

 

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