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Sob administração da RBTRANS

Bocalom decreta situação de emergência no transporte coletivo de Rio Branco

Decisão ocorre 67 dias após sancionada lei que instituiu repasse de R$ 2,4 milhões às empresas de transporte coletivo da capital acreana

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, decretou, o início da tarde desta segunda-feira, 20, Situação de Emergência no Transporte Coletivo de Rio Branco. Em coletiva, realizada na sede do Executivo municipal, o prefeito afirmou que a prestão do serviço de transporte público coletivo terá administração pública emergencial por meio da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (RBTRANS), a partir desta segunda. 

“Chega um ponto que não dá mais, chega um ponto que temos que tomar uma providência. E agora principalmente, depois que nós baixamos a tarifa de R$4 para R$3,50 , parece que não, mas aumentou bem o número de passageiros e também porque a pandemia está indo embora, então o fluxo aumentou bastante”, declarou Bocalom.

O prefeito alegou ainda que a empresa Auto Viação Floresta não vem cumprindo vários dos termos do contrato, como a utilização de veículos com ar condicionado, a renovação da frota em até cinco anos e o cumprimento dos horários de circulação. “Não é justo, hoje, com o faturamento que as empresas tem elas continuarem colocando tanta dificuldade para poder prestar um bom serviço”, critica.

Além disso, outros argumentos apresentados no decreto são a reprovação do serviço prestado pelas operadoras e o descumprimento das ordens de serviços emitidas pela Rbtrans, como o abandono frequente das linhas de oninubs sem previa comunicação. Consta ainda que no dia 16 de dezembro, a empresa enviou um ofício anunciando a interrupção no serviço de oito linhas da capital (105 Amapá, 106 6 de Agosto/Judia,117 Belo Jardim I e II, 205 Irineu Serra,303 Bahia Carandá,  304 Cabreúva/ Aeroporto Velho, 402 Floresta, 703 Wanderley Dantas).

Com relação aos motivos que levaram à atual situação, o prefeito alegou que são problemas antigos. “Uma coisa que vem há muito tempo, há muito tempo exigiu mudança no transporte coletivo de Rio Branco e  infelizmente as outras gestões não tomaram as providencias devidas”, disse.

A decisão ocorre 67 dias após ter sido sancionada a Lei que instituiu o repasse de R$ 2,4 milhões como subsidio tarifário ao Transporte Público Coletivo Urbano, com o objetivo de custear até 100% do valor da tarifa pública correspondente às gratuidades a idosos, policiais, pessoas com deficiência, entre outros.

O subsídio criado deveria ser repassado em valores mensais de R$ 280 mil com validade até junho de 2022, sobretudo, de acordo com a vereadora Michelle Melo (PDT) já foram repassados mais de R$ 2,1 milhões em menos de dois meses.

Desde o dia 27 de outubro está em vigor o novo valor da passagem de ônibus de R$ 3,50 na capital.